A importância da compaixão

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Hoje. quero abordar um tema fundamental: compaixão.

Vamos falar sobre o que ela é e também sobre o conceito definido pelo Dr. Paul Ekman.

Primeiramente, quero começar dizendo que a compaixão faz bem.

Ela pode ser definida como uma postura de aliviar o sofrimento alheio, ou, ao menos, fazer o que está ao seu alcance para aliviar a dor do outro.

Dessa maneira, a compaixão nos protege. 

Por isso, é necessário ir além da empatia – devemos estar sempre em postura de “escoteiro”, sempre alertas ao que nos contam para que seja mais fácil identificar se o outro precisa do nosso auxílio.

Digamos que você esteja me contando algo. 

A postura da compaixão vai fazer com que eu me questione a respeito do que posso fazer para aliviar o seu sofrimento.

Se você me disser que está se afogando, em uma atitude de compaixão, tentarei salvá-lo.

Se sei nadar, pularei na água para tirar você de lá. 

Se não sei nadar, procurarei alguém ao redor para lhe salvar. 

Ainda, se não houver ninguém, utilizarei o telefone para acionar os bombeiros ou alguém que possa ajudá-lo.

Resumindo: farei o possível para salvá-lo. 

Isso é compaixão – quando você vê o problema do outro e vai além da empatia, além do sentir muito pelo problema.

Assim, você tenta fazer com que o problema deixe de existir ou, pelo menos, que se torne mais suportável.

O que é compaixão global?

Nos últimos anos, houve um interesse crescente no assunto “compaixão”.

No entanto, o foco em como o sofrimento alheio afeta os nossos estados e comportamentos emocionais e cognitivos não é novo.

Nesse contexto, a nossa sociedade deve avançar para a compaixão global – um conceito descrito pelo Dr. Paul Ekman.

Ela é definida por ele como uma preocupação para aliviar o sofrimento do outro, independente de sua religião, língua, cultura ou nacionalidade.

Primeiramente, para compreender esse conceito, precisamos definir o que é sofrimento e o que é compaixão.

Os budistas têm três definições diferentes para o sofrimento, mas vamos focar somente em duas. 

  1. Causado por uma doença ou ferimento, o que estimula a sensação de dor; também entra nessa classificação uma angústia mental causada por eventos interpessoais, reais ou imaginados. 
  2. Mal-estar, insatisfação com a vida. 

Enquanto isso, a compaixão pode ter quatro definições: 

  1. Empática: descrita por Paul Ekman como sentir, empaticamente, as emoções daquele que está sofrendo. 
  2. De ação: as ações que tentam aliviar a dor emocional e física do outro.
  3. Preocupada: uma preocupação pela pessoa que está sofrendo, dando ênfase na motivação do compassivo – desejo, urgência ou sentimento – de aliviar o sofrimento alheio.
  4. Aspiracional: descrita pelos budistas como uma compaixão mais cognitiva do que emocional, uma aspiração ou intenção.

O que é bem claro para os estudiosos do tema é que a compaixão só existe perante o reconhecimento de que alguém está sofrendo ou pode vir a sofrer no futuro. 

Você percebe a importância da educação emocional na vida em sociedade?

Reflita comigo: estamos praticando a compaixão? 

Estamos praticando a empatia?

Ou estamos muito preocupados com o nosso próprio umbigo? 

Fonte: https://www.paulekman.com/projects/global-compassion/

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