A importância da motivação

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Hoje, trago trechos de uma matéria extraída da Revista Psique, cujo título é “A importância da motivação”.

Esse texto foi escrito pela especialista em Psicopedagogia, Educação Especial e Neuroaprendizagem, Maria Irene Maluf.

O ato de aprender consiste em uma habilidade complexa, tanto no aspecto neurobiológico como afetivo e social.

Depende, além disso, da intensidade do desejo de satisfazer necessidades de explorar.

As bases para a aprendizagem consistem em a) comportamento b) afetividade e c) cognição.

Sem a afetividade (b), não há boa cognição (c) e nem a aquisição de aprendizagem, que é revelada em (a) comportamentos.

Aprender é desenvolver uma habilidade complexa e refinada, tanto no aspecto neurobiológico, afetivo e social. Depende da intensidade do desejo de satisfazer necessidades de explorar, conhecer e agir sobre o mundo e sobre si mesmo.

Maria Irene Maluf

Essa motivação para explorar e conhecer está presente no dia a dia de pessoas saudáveis, e pode se apresentar de forma indireta ou direta.

A motivação de forma direta se dá quando queremos aprender uma língua para falar com alguém querido e que não entende o português.

Enquanto isso, a forma indireta aparece quando queremos aprender uma língua específica e realizar um exame de proficiência para um intercâmbio.

Ambos os processos de motivação têm imensa carga afetiva e cognitiva, acabando por gerar um envolvimento de grande potencial.

No entanto, há quem não seja tão engajado assim.

Nesses casos, a motivação direta é sabotada pelo adiamento da necessidade – o aprendizado sempre fica para depois.

O papel dos modelos extremos na motivação

Isso se dá pois, na infância e adolescência, essas pessoas observaram modelos frágeis ou exigentes de pais negligentes e intolerantes.

Extremos sempre são péssimos para a educação, porque pecam naquilo que a criança mais precisa, que é atenção e serenidade.

Assim, esses modelos extremos acabam gerando uma ansiedade que preocupa o jovem, não dando espaço para motivação nas tarefas cognitivas.

Um modelo ideal para promover a motivação constitui-se de trocas mais constantes na atenção e encaminhamento estruturado de aprendizagem.

A atenção de um adulto é o fator que mais dá segurança e melhora a autoestima da criança.

Portanto, é fundamental que crianças e adolescentes desmotivados recebam atenção.

Oportunidades reais de adquirir novos conhecimentos e moldar um perfil cognitivo autônomo e produtivo podem ser criadas.

Essa criação pode ser através de experiências pedagógicas estruturadas, adequadas à faixa etária e ao nível de escolaridade, com respeito ao ritmo de aprendizagem individual.

Ainda, é possível habilitar a autonomia da criança por meio de motivação. e habilitamos a motivação por habilidades que a criança constrói quando está emocional e cognitivamente interessada em aprender.

Fonte: Revista Psique, nº 93, p. 18-19.

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