A origem da Psicologia Positiva

Tempo de leitura: 4 minutos

Que tal nos aprofundarmos um pouco na origem desse movimento que é a Psicologia Positiva?

Vamos voltar a 1945.

Antes da 2ª Guerra Mundial, a psicologia tinha três missões:

  • curar doenças mentais;
  • tornar a vida das pessoas mais satisfatória;
  • identificar e cultivar talentos superiores.

No entanto, depois da 2ª Guerra, a psicologia voltou seu olhar para o cuidado de doenças.

Isso possibilitou que pudéssemos expandir o nosso conhecimento sobre doenças mentais, formas de tratamento, o que traz alívio ao sofrimento emocional, e muito mais.

O lado negativo foi que esquecemos as duas outras missões.

E o problema disso é que uma grande parcela da população se encaixa nas missões esquecidas, e que essas pessoas precisam de ajuda para tornar suas vidas mais satisfatórias e identificar e cultivar talentos.

Tratar não significa apenas curar algo, é também cultivar o nosso melhor.

Essa é a importância da Psicologia Positiva: o foco no lado saudável do ser humano.

É sim papel da psicologia analisar os defeitos, mas não podemos esquecer das qualidades.

Devemos investigar os fatores de estresse, mas também os recursos, qualidades e pontos fortes no indivíduo.

Isso é enxergar de forma integral, de acordo com as missões da psicologia.

O resgate das missões pela Psicologia Positiva

Assim, a Psicologia Positiva é o estudo científico do funcionamento humano ótimo e seu objetivo é descobrir e promover os fatores que permitem aos indivíduos e comunidades prosperarem.

O movimento representa um compromisso para que se dê atenção às fontes de saúde psicológica.

A Psicologia Positiva também olha para a prevenção: foca em identificar quais são as melhores práticas em prevenção para que possamos prevenir e promover saúde psicológica e emocional.

Uma frase que eu gosto muito é “Um grama de prevenção equivale a um quilo de cura.”

É possível prevenir depressão, ansiedade e abuso de substâncias e álcool, ainda que em pessoas geneticamente vulneráveis ou que vivem em ambientes que favorecem o aparecimento dessas doenças.

Criamos um amortecedor natural ao trabalhar com promoções sistemáticas de competências dos indivíduos, desenvolvendo e promovendo saúde emocional.

Nesse contexto, há um conjunto de qualidades humanas que auxiliam na prevenção da saúde mental: coragem, perseverança, gratidão, otimismo, esperança e habilidades sociais.

“O que há de certo com as pessoas?”

Esta foi a pergunta de Martin Seligman e Christorpher Peterson, pais da Psicologia Positiva, que norteou sua pesquisa durante anos.

E é justamente este o mérito desse movimento: a utilização da ciência a seu favor. Ele faz uso de análises de ressonâncias, tomografias, cortisol, exames de sangue, marcadores biológicos, questionários e por aí vai.

Esse caráter científico resgata concepções de saúde e bem-estar de forma a entender o funcionamento psicológico ótimo.

Hipóteses centrais da Psicologia Positiva

O estudo da felicidade foi baseado em três teorias que nortearam as pesquisas científicas.

● Em sua essência, o ser humano é bom.

● Todos os seres humanos buscam a felicidade – é uma busca insaciável.

● A felicidade tão buscada não está relacionada ao prazer efêmero, mas sim à vontade intencional de colocar suas virtudes em prática. A felicidade está relacionada ao cultivo de uma vida virtuosa.

A partir dessas teorias, a Psicologia Positiva quis investigar se as hipóteses estariam corretas utilizando o olhar e os critérios da ciência.

Dessa forma, diversos profissionais juntaram-se para direcionar o olhar para o lado saudável do ser humano.

Seu objetivo era compreender o ser humano pela lente do lado saudável e entender como sustentamos o bem-estar, além de como conseguimos manter esse estado de bem-estar.

Por fim, em 1998, Martin Seligman, na época presidente da Associação Americana de Psicologia, anunciou a Psicologia Positiva, instigando o estudo da vida feliz.

Além disso, contou com a colaboração de nomes como Ed Diener, Sonja Lyubomirsky, Chris Peterson, Barbara Fredrickson e Mihaly Csikszentmihalyi.

Por que estudar a felicidade?

Além de ser um tema que interessa a todos, ela oferece inúmeras recompensas mais que positivas:

  • faz com que o indivíduo se sinta melhor;
  • fornece um sistema imunológico mais fortalecido;
  • aumenta sua produtividade;
  • promove o bem-estar, a felicidade e melhores relacionamentos interpessoais;
  • melhora a energia e a disposição;
  • aumenta a longevidade com qualidade de vida;
  • melhora o prognóstico quando a doença ataca, funcionando como um amortecedor;
  • melhora o sono;
  • muito mais.

Num último post, falei sobre o que as pessoas felizes fazem. Você pode conferir clicando aqui.

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