Brincar faz bem para a vida

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Brincar faz bem para a vida e hoje quero te contar o porquê!
Primeiramente, quero começar dizendo que essa frase foi dita por ninguém menos do que a minha filha, Valentina. Ela me disse isso quando, um dia, escutou parte da minha palestra, que eu estava ensaiando na frente do espelho.
Parece uma afirmação simples vindo de uma criança, mas se você parar para refletir comigo, verá que é a mais pura verdade.

Breve contextualização: Funções executivas

As funções executivas do cérebro são construídas ao longo da infância, mas serão essenciais na vida adulta, principalmente quando levamos em conta que o bom desenvolvimento das funções fortalece as neuroconexões no cérebro, tornando o indivíduo mais saudável e mais feliz.
As funções executivas consistem, basicamente, em três capacidades:

  • Controle inibitório: a capacidade de conter o impulso, que está diretamente ligado ao controle de emoções;
  • Memória de trabalho: a capacidade de manter uma informação e pensar em como aplicá-la;
  • Flexibilidade cognitiva: a capacidade de pensar a partir de outros pontos de vista de forma a suprir uma necessidade atual.

Elas são as funções que mais contribuem para a nossa produtividade porque, como dito acima, nos ajudam a controlar impulsos, fazer planos, computar informações, pensar em estratégias, manter o foco e muito mais.
Tudo isso dá trabalho para o cérebro, certo? Portanto, o fortalecimento das funções executivas é super importante!
E é aqui que entra a arte de brincar: um modo de treinar essas funções é através da brincadeira!

Brincar faz bem para a vida

Brincar é a melhor forma de aprender habilidades que serão utilizadas pelo resto da vida. Enquanto brinca, a criança aprende a planejar, ouvir, manter-se focada e tomar decisões. Isso tudo é essencial para o processo de desenvolvimento saudável!
Que tal um exemplo que exige bastante das funções executivas? Brincar de faz de conta que é um pirata!
1) A criança é obrigada a se manter no personagem pirata, o que treina o controle inibitório;
2) Observa o que acontece na brincadeira e age como um pirata agiria, treinando a memória de trabalho;
3) Se adapta às situações propostas pelos outros amigos na brincadeira, fortalecendo a sua flexibilidade cognitiva.

Além de intensificar as funções, brincar permite que as crianças tomem conhecimento de suas capacidades e limitações, criem sua autoconfiança, descubram o que funciona e o que não funciona para determinadas situações e testem seus limites! Assim sendo, as crianças conseguem crescer e transcender psiquicamente.
E outro bônus da brincadeira é a ativação de norepinefrina no cérebro, o hormônio que facilita a aprendizagem.
Acima de tudo, esses são perfeitos aprendizados para a vida adulta.

E então, sabendo de tudo isso, você concorda com a frase da minha filha?

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