Competências socioemocionais

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Quando foi anunciada a inclusão das competências socioemocionais no currículo escolar a partir de 2019, a saúde emocional recebeu maior destaque, especialmente nas escolas.

A devida importância começou a ser dada para o tema, tanto dentro dos ambientes de trabalho quanto nas escolas.

Além disso, a temática ganhou maior destaque nas mídias e, assim, a população começou a falar mais sobre a importância de se cuidar das emoções.

Agora, finalmente, há a consciência de que saúde mental e emocional são de extrema seriedade.

Definições da Base Nacional Comum Curricular

A base nacional comum curricular (BNCC) promoveu o foco quando definiu que, a partir de 2019, seria obrigatório desenvolver, com crianças e adolescentes, as dez competências socioemocionais. A base define o conjunto de aprendizagens essenciais que todos os estudantes brasileiros têm direito durante a educação básica, que são:

  1. conhecimento;
  2. pensamento científico, crítico e criativo;
  3. repertório cultural;
  4. comunicação;
  5. cultura digital;
  6. trabalho e projeto de vida;
  7. argumentação;
  8. autoconhecimento e autocuidado;
  9. empatia e cooperação;
  10. responsabilidade e empatia.

Essas habilidades são fundamentais para a construção de uma sociedade mais consciente e educada emocionalmente.

Como promover essas competências?

O educador poderá cultivar as competências por meio de ações intencionais de promoção de emoções positivas, tais como:

  • ensinar o manejo de emoções desconfortáveis;
  • desenvolver o pensamento voltado para a resolução de problemas;
  • corrigir de pensamentos distorcidos;
  • estimular a assertividade e a percepção do outro.

É necessário que as habilidades sejam internalizadas nas crianças para que elas caminhem por si só, e é este o papel do profissional: criar oportunidades para o aprendizado ocorrer e auxiliar a criança e adolescente a se formarem também como cidadãos.

A escola ocupa um lugar privilegiado para desenvolver a educação emocional para a vida e reduzir os riscos ligados à saúde mental.

O papel da Organização Mundial da Saúde

A OMS recomenda o ensino das habilidades socioemocionais na infância, porque é na infância e na adolescência que podemos aplicar a estratégia preferencial de prevenção: o ensino das competências socioemocionais.

A aprendizagem é indicada nessa etapa porque é possível aproveitar as janelas de oportunidade do cérebro, as quais são períodos sensíveis para determinados aprendizados se perpetuarem.

Durante o período de crescimento, o cérebro quer e precisa aprender; portanto, o que for aprendido será para a vida toda.

Assim, ensinar as competências e habilidades socioemocionais nessa fase da vida é utilizar a ciência para promover uma vida feliz e repleta de saúde emocional, porque o cérebro é usado a nosso favor.

Além disso, o cérebro humano se molda de acordo com as experiências repetidas: quanto mais eu pratico as habilidades para o bem-estar, mais meu cérebro se torna saudável, como já falamos neste post aqui.

Enfim, promover as competências e as habilidades funciona como proteção contra problemas futuros – é como uma vacina. Além disso, sabemos que é muito mais barato e efetivo quando trabalhamos com prevenção, não com tratamento.

Vamos juntos promover as competências socioemocionais!


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