Prevenção: comportamento autolesivo

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Hoje, falaremos sobre o comportamento autolesivo.

Esse post faz parte do nosso foco no setembro amarelo e na prevenção ao suicídio.

Nesse contexto, o comportamento autolesivo é um tema muito importante a ser abordado por se tratar de um fator de risco.

Primeiro, precisamos entender que esse comportamento é definido por ações intencionais.

Essas ações que produzem dano físico ao próprio indivíduo, sem a intenção de morrer.

Ele deve se enquadrar nos seguintes critérios:

  • ausência de intenção suicida;
  • deve ser intencional, não acidental;
  • deve ser uma ação direta, sem outros passos entre o ato e a lesão (como danos resultados do uso do álcool, por exemplo);
  • não inclui comportamentos socialmente aceitos como colocação de piercings e tatuagens;
  • deve levar a um grau moderado de lesão;
  • deve se distinguir de outras lesões associadas com transtornos do desenvolvimento.

No entanto, o comportamento autolesivo não deve ser confundido com comportamento suicida, apesar da ideação suicida poder vir a se apresentar.

Alguns estudos nos apontam que indivíduos que praticam a autolesão correm mais risco de suicídio.

A lesão pode ser por cortes, queimaduras e mordidas e geralmente é feita em regiões do corpo que são fáceis de esconder, tais como braços, pernas e barriga.

Motivação

A autolesão vem do aumento da tensão em um determinado momento juntamente com o desejo da mutilação.

Dessa forma, o comportamento pode virar habitual, pois ocorre um alívio momentâneo.

Assim, quando o indivíduo estiver passando por uma situação estressante ou em sofrimento emocional, recorre ao alívio que já conhece.

Outras motivações para a autolesão também podem ser autopunição, redução da tensão e melhora do humor.

Além disso, algumas pessoas podem apresentar maior tolerância à dor, o que vai agravando a mutilação a cada novo episódio de comportamento autolesivo.

Nesses casos, é possível que o indivíduo nem mesmo perceba a letalidade de suas lesões e acabe por tirar a própria vida mesmo sem essa intenção.

Essa possibilidade é assustadora porque sabemos que a maior parte dos casos de automutilação não recebe atendimento médico.

Ainda, dados nos apontam que este comportamento é mais comum em meninas e durante a adolescência.

Ademais, eo indivíduo pode apresentar ou não transtornos mentais.

Nosso papel

Por fim, reforço que precisamos nos atentar a esse tipo de comportamento.

Ao perceber que alguém se autolesiona é preciso acolher essa pessoa, respeitando seu sofrimento e buscando junto a ela possibilidades de intervenções específicas para cada situação.

Acolha. Ouça. Oriente. Previna.

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