Esquemas mentais: o quê são?

Tempo de leitura: 3 minutos

Eles são um “padrão” de funcionamento das pessoas – são as bases sobre as quais elas funcionam.
Todos nós temos esquemas mentais, que regem nossos pensamentos, emoções e comportamentos. Eles são nossos “conceitos” a respeito de nós, do outro e do mundo.
Esses esquemas são desenvolvidos na infância através de tudo que vimos, ouvimos e vivenciamos. Depois, eles são reforçados na adolescência e, ao atingirmos a vida adulta, os esquemas se aprimoram. Mas isso não quer dizer que eles melhoram; quer dizer que o indivíduo que os possui fica “melhor” em pensar errado. É como se tivesse desenvolvido um vício em emoções desconfortáveis, pois é isso que conhece como seu funcionamento habitual. A pessoa aceita, sem questionar, todos os seus pensamentos distorcidos, aquela crença irracional que tem a respeito de tudo.
Dessa forma, os esquemas regem a vida adulta, acompanhando a pessoa como uma nuvem. Toda ação realizada tem como influência direta os esquemas mentais criados anos atrás. O indivíduo acredita, sem mesmo perceber, que está vivendo no passado.
Por conta disso, muitíssimo sofrimento emocional é gerado. A pessoa tem certeza de que não há saída de seu sofrimento e das situações pelas quais passa. Sua convicção é de que nada, nunca, dará certo. Seus esquemas fazem com que conduza sua vida de acordo com esses padrões de pensamento.

Exemplo de esquemas

O esquema mental de um paciente é de que ele não é e jamais será amado.
Diante desse esquema, há três reações possíveis que conduzirão o seu comportamento.

Há a primeira reação:

  • Evitar – quando o paciente não tem nenhum tipo de relacionamento afetivo. Somente os pensamentos de que relacionamentos não são para ele e de que nunca será amado por ninguém são fontes tão grandes de sofrimento que ele evita se relacionar para não sofrer ainda mais.

Temos a segunda reação:

  • Manter – o indivíduo busca pessoas que confirmem seus esquemas mentais. Procura aquelas pessoas que sabe que são ruins, e mesmo assim se relaciona com elas. Dessa forma, acaba traído, abandonado, mal tratado e etc. O esquema mental se reafirma por conta do tratamento recebido.

E, finalmente, a última opção:

  • Compensar – a pessoa hipercompensa toda e qualquer relação. Busca se relacionar apenas com pessoas “perfeitas”. Se discordam a respeito de onde devem jantar, o paciente acredita que a pessoa não a ama, pois o está contrariando.

Assim sendo, em qualquer um dos casos, o esquema mental está dominando o indivíduo. O esquema será “alimentado” pelas reações, gerando um intenso e frequente sofrimento emocional.

A “cura” para os esquemas mentais é o enfraquecimento – a terapia se esforça, ao máximo, para reduzir os esquemas de forma que não atrapalhem a vida do indivíduo e ele tenha uma vida mais saudável. O paciente é considerado curado quando ainda tem os esquemas, mas em menos frequência e menos intensidade. Não é mais dominando por eles; os domina.

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