Forças pessoais nas crianças

Tempo de leitura: 3 minutos

Já falamos sobre as Forças Pessoais aqui na semana passada, certo?

Hoje, quero falar sobre como trabalhar as Forças Pessoais nas crianças.

Inicialmente, para todos aqueles que querem incorporar as forças pessoais à sua rotina de trabalho e ter um material de fácil compreensão para as crianças, sugiro o Baralho das Forças Pessoais.

Esse baralho contém imagens e explicações mais aprofundadas sobre as virtudes.

Tem também um caderno de atividades para que o profissional possa usar tanto no consultório como na sala de aula.

Tudo isso com o objetivo de facilitar a assimilação e a operacionalização no uso diário de suas forças pessoais.

O Baralho das Forças Pessoais é de minha autoria, e você pode adquirir o curso no qual eu ensino a utilizar ele clicando aqui.

Segundo Seligman, a tendência à força pessoal se desenvolve nos primeiros seis anos de vida.

Isso se dá quando a criança vai encontrando nichos de prazer, amor e atenção, que vão esculpindo suas forças pessoais.

Ao interagir, a criança vai constatando o que dá certo e errado, e, através do aprendizado, vai aperfeiçoando determinada força.

Por isso, diante da criança, devemos ter a postura de pontuar todas as demonstrações das diferentes forças que ela apresentar.

Assim, para gerar otimismo aprendido, é importante sinalizar gentilmente, de maneira clara e adequada ao vocabulário infantil, todas as vezes em que a criança demonstrar a utilização de suas forças pessoais.

Isso pode ser feito pela nomeação da força e repetição do que acabou de acontecer.

Elogiando as forças pessoais nas crianças

Um estudo realizado pela equipe de Martin Seligman nos aponta que elogiar a personalidade das crianças é fundamental.

Quando o elogio não tem vinculação com suas capacidades inatas ou é feito com pontuações superficiais, ocorre a supervalorização do indivíduo.

Dessa forma, a criança se torna um adulto que não suporta falhas, críticas ou decepções.

Assim, devemos elogiar o esforço, a determinação, o desempenho e a bondade. Ou seja, as forças pessoais que a criança coloca em prática.

O elogio também deve ser baseado na personalidade da criança.

Confira os exemplos:

  • “Seu cabelo é lindo”
  • “Que lindo o seu penteado, ficou ótimo”
  • “Como você é inteligente”
  • “Você é muito esforçado e dedicado”.

Enfim, o elogio deve focar na habilidade da criança, para que não seja somente um elogio vago.

Ao destacar sua personalidade, o elogio se torna autêntico.

Uma prova da importância de fortalecer as forças pessoais das crianças é um estudo realizado por Richard Davidson, PhD em neuropsicologia.

Ele estudou a bondade e os sentimentos bons.

Adotou uma abordagem diferente da tradicional ao pesquisar sobre o tema e o resultado das pesquisas científicas foi publicado cerca de 30 anos depois.

As pesquisas, fundamentadas com análises bioquímicas do cérebro, comprovaram que a prática da bondade e da compaixão ajudam a formar crianças mais fortes e resistentes.

Essa força e resistência tratam-se, literalmente, de força física e resistência imunológica.

Isso se dá porque a bondade é um processo ativo para diminuir o sofrimento do outro, o que provoca uma mudança bioquímica no cérebro, melhorando o desempenho orgânico.

Cuidar da infância é primordial para a construção de uma sociedade saudável. Cuidamos do outro quando cuidamos de nós mesmos.

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