Habilidades para a vida

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Hoje, trago uma publicação baseada em um texto de Center on the Developing Child, da Universidade de Harvard, sobre as habilidades para a vida.

Esse texto fala dessas habilidades fundamentais para transitarmos de modo saudável pela vida e como construi-las.

Confira abaixo.

Quais são as habilidades necessárias?

Primeiramente, farei uma afirmação que pode parecer óbvia, mas necessária para contextualização.

Todos nós precisamos de habilidades internas para lidar com as mais diversas situações, pessoas, relações e ambientes. Certo?

Certo. Mas poucos de nós possuem essas habilidades de fato.

É esse o meu objetivo apresentando-as a você: ajudar a promovê-las para que possamos viver em uma sociedade melhor.

Confira as habilidades fundamentais abaixo:

  • Planejamento: a capacidade de fazer planos e colocá-los em ação, além de definir e alcançar objetivos.
  • Foco: concentrar-se no que é mais importante, independente no momento.
  • Autocontrole: a capacidade de controlar a resposta às emoções e às situações de estresse do cotidiano.
  • Flexibilidade: ser capaz de se adaptar a novas situações e ambientes.
  • Consciência: perceber o contexto e as pessoas ao nosso redor.

Ninguém nasce com essas habilidades e, portanto, podemos e devemos aprendê-las e aprimorá-las.

Nossas estruturas cerebrais começam a se desenvolver antes do nascimento e as experiências e relações que temos nos primeiros anos de vida afetam o modo com o qual essas estruturas conectam-se.

Dessa forma, experiências positivas de carinho e atenção recíprocos na infância com nossos cuidadores ajudam a fortalecer nossas conexões cerebrais, que no futuro servirão como base para a saúde, o aprendizado e nossos comportamentos.

Apesar de ser muito mais fácil de aprender essas habilidades na infância, nunca é tarde demais.

O nosso cérebro está sempre se desenvolvendo: passamos da infância para a adolescência e da adolescência para a vida adulta, e, assim, os adultos também podem aprender e fortalecer essas habilidades.

5 maneiras de auxiliar adultos a construírem essas habilidades

1 – Praticar com situações reais

Encorajar que a pessoa se imagine em uma situação de estresse, como por exemplo concentrar-se para não queimar a comida enquanto seu filho pede atenção e o telefone toca.

Essa prática faz com que o indivíduo perceba a relevância e a necessidade das habilidades em sua vida, além de fazê-lo aprender maneiras simples de aplicá-las no dia a dia.

Habilidades trabalhadas: foco e flexibilidade.

2 – Encontrar e parar gatilhos

Deve-se ensinar ao indivíduo que identifique o que ativa emoções intensas (exemplo: seu chefe o xingando por ter feito algo errado) e que tome medidas preventivas diante desses gatilhos.

Essas medidas podem ser:

  • Respirar profundamente;
  • Parar para pensar;
  • Focar em objetivos de longo prazo.

Essa prática empodera o indivíduo a ter mais consciência e a desenvolver estratégias para lidar com o calor do momento.

Habilidades: foco e autocontrole.

3 – Olhar mais atentamente para fatores de estresse

Incentiva-se a pessoa a pensar em como alguém que admira lidaria com uma situação de estresse.

Pede-se que tente visualizar tarefas desafiadoras sob uma nova perspectiva.

A batalha para ajudar às crianças a se vestirem para a escola pode ser transformada em uma brincadeira de passarela ou fingir que é adulto, por exemplo.

Ver as coisas sob novos ângulos dissipa o estresse, a frustração e o medo. Ainda, a pessoa aprende a evitar respostas desproporcionais diante de algumas situações.

Habilidades: consciência e autocontrole.

4 – Focar em objetivos/motivações pessoais

Pergunta-se, por exemplo, “qual seu emprego ideal e como posso lhe ajudar a alcançá-lo?”.

Quando a pessoa se visualiza atingindo um objetivo, vê potencial em seu futuro.

Também facilita o processo a criação de passos para atingir uma meta – e planos para lidar com o obstáculo de cada etapa.

Focar em objetivos pessoais transforma a relação com o paciente/aluno em uma relação de suporte e apoio, além de empoderar a pessoa a pensar a longo prazo.

Habilidades: planejamento e a flexibilidade.

5 – Relembrar memórias positivas e ressaltar os pequenos sucessos

Devemos lembrar que quem passa por adversidades tende a crer que não possui o controle da própria vida.

Por isso, é fundamental lembrar de momentos bons e positivos no qual a pessoa perceba que suas ações, por menores que sejam, fazem a diferença.

Essa prática fornece um lugar positivo para que a pessoa comece a modificar a visão que tem de si mesma, além de passar a ver desafios como menos ameaçadores e planejar o seu futuro.

Habilidades: planejamento e consciência.

Aplicação das práticas

Lembrando que é possível trabalhar essas práticas com todas as faixas etárias, desde que os exemplos sejam específicos para cada indivíduo.


Na publicação da semana que vem, falaremos sobre como o estresse afeta nossas habilidades para a vida.

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