A impotência do profissional

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O profissional da saúde e educação, que está lidando diretamente com saúde mental, sabe como a educação emocional está falida. Observamos muita insatisfação crônica, índices altos de depressão e ansiedade e também a falta de relações interpessoais. Isso nos causa um sentimento de impotência.

O que nós, como profissionais, podemos fazer para tentar diminuir esses índices e proporcionar uma vida melhor às pessoas ao nosso redor?

Devemos aplicar a educação emocional nas nossas áreas de atuação, nas áreas que são nossas paixões. Espalhar a educação emocional em nosso ambiente de trabalho beneficia a nós mesmos e a todos que convivem conosco.

​É essencial trabalhar a educação emocional do profissional

Os profissionais também precisam saber lidar com suas emoções. Uma pesquisa realizada pela Escola de Enfermagem da USP, feita com 258 profissionais da área de educação, indicou que 20,9% dos entrevistados não dormia bem à noite, 82,1% apresentava algum diagnóstico médico, 27,1% tinha acidentes e doenças digestivas e 20,9% apresentava doenças mentais como ansiedade, depressão e pânico.

E o que isso significa? Significa que o profissional não está emocionalmente e fisicamente bem, e, por isso, pode deixar de estar completamente dedicado ao seu trabalho.

Visualize: o educador deixa de perceber uma situação de violência na sala de aula por conta de uma noite mal dormida após ficar remoendo algum problema. A enfermeira treme ao tirar o sangue de um paciente porque está preocupada com um acontecimento no trânsito do dia anterior. E por aí vai.

O profissional precisa ter sua saúde mental cuidada para que possa desempenhar seu trabalho de modo mais efetivo. Além disso, ele não permite ser afetado por suas próprias distorções cognitivas e estresse. Ademais, ao proporcionar a educação emocional aos profissionais, evitamos o desamparo aprendido. Reveja o conceito clicando aqui.

A importância da Educação Emocional Positiva

Em seguida, quero falar um pouco sobre os comentários que recebi quando terminei de idealizar o curso.

Ministrei o Programa Educação Emocional Positiva pela primeira vez para uma turma de nove professoras de educação infantil. Em seguida, apresentei a proposta no 1º Encontro Paulista da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional. Posteriormente, também apresentei o programa na 2ª Mostra Nacional de Psicologia.

As reações foram i-n-c-r-í-v-e-i-s! Muitos profissionais me disseram que estavam contentes de poder tomar uma atitude diante dos altos índices de falência emocional.

Em cada apresentação, os números de profissionais alegres eram altos. Diversas pessoas expressaram seu entusiasmo ao saber que a felicidade estava sendo seriamente estudada e perante a chance de ensinar a educação emocional.

Essa é a importância do nosso programa: ele proporciona a possibilidade de se fazer alguma coisa, contribuindo para a saúde emocional de quem cuida e de quem é cuidado. A Educação Emocional Positiva se preocupa com bem-estar do profissional da saúde e educação.

Capacitamos os profissionais para que possam se tornar mediadores do Programa EEP, atuando junto às crianças e adultos, em instituições de ensino, oficinas, consultório e comunidade. Oferecemos o curso online e, ademais, um caderno de atividades do adulto para se trabalhar a saúde emocional dos profissionais.

Como ser um profissional capacitado a ensinar a educação emocional

Os psicólogos e pesquisadores Almir e Zilda Del Prette já indicam: o profissional que pretende trabalhar com as habilidades sociais precisa ter competência técnica e ética.

Mas quais são as técnicas necessárias? Nada mais do que conhecimentos!

  • conhecimento das classes de habilidades sociais e como promovê-las;
  • conhecimento de assertividade e de como ensiná-la;
  • utilizar os acontecimentos como aprendizado;
  • resolução de problemas;
  • manejo de estresse.

E quanto à ética… todos já a conhecemos, certo? Mas, além disso, o profissional deve promover em seus grupos de trabalho valores de convivência, de solidariedade, de compaixão, de tolerância, de respeito (inclusive aos direitos humanos!), de altruísmo e por aí vai.

Por fim, me despeço com uma frase que gosto muito:

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

Cora Coralina

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