Meditação: praticar ou não?

Tempo de leitura: 4 minutos

Existem inúmeros benefícios da meditação comprovados cientificamente, como já falamos anteriormente aqui.

Além disso, a meditação é uma forma de cultivar emoções positivas no momento presente.

E, como você já sabe, o cultivo das emoções positivas é essencial para a construção do nosso bem-estar.

As emoções são renovadas conforme são sentidas, e durante a vivência de experiências positivas, passamos por um grande crescimento interior, que nos ajuda a nos tornar a nossa melhor versão.

Estudos realizados mostram que o ato de meditar traz diversos benefícios para aquele que o pratica: reduz níveis de estresse, aumenta as capacidades cognitivas e as capacidades de autorregulação, nos tornando menos reativos a eventos estressantes, além de produzir maior felicidade, o que implica menos ansiedade e depressão.

Além disso, a prática se mostrou eficaz com doenças cardíacas, dores crônicas, distúrbios de pele (dermatites) e com indivíduos depressivos e ansiosos.

Isso se dá porque a meditação auxilia a recondicionar a maneira como respondemos a determinados eventos e pessoas.

Tudo isso também fortalece o lobo frontal esquerdo, nos tornando resilientes, além de nos proporcionar uma vida de bem-estar e felicidade.

Perguntas de iniciantes na meditação

Se você tem interesse em iniciar a prática, fazer um pequeno estudo antes sempre vai muito bem.

O Professor Doutor Roberto Cardoso compartilhou, em um artigo, três perguntas que mais recebe em seus workshops de meditação. Confira:

Perdi a âncora por muitas vezes; vou conseguir?

Muitos afirmam que manter a âncora é difícil e acabam por envolver-se em uma sequência de pensamentos, voltar para a âncora e logo depois serem levados por outra corrente.

Quando isso acontece, a pessoa acha que nunca conseguirá meditar.

Porém, ela esquece que ficar na âncora, envolver-se em pensamentos, perder novamente a âncora e voltar chama-se meditar.

Essa é a sequência técnica da meditação.

Com o progresso da prática, cada vez se envolverá menos com as sequências de pensamentos.

Será que dormi ou será que meditei?

Outros ficam em dúvida, sem saber se assistiram à passagem de correntes de pensamentos ou se pegaram no sono.

Se não houver perda da âncora, o que se viu foram sequências de pensamentos. Se houver, é possível que se tenha dormido.

Manter a âncora é a resposta para muitas perguntas, tais como “como fazer para não dormir?” “o que fazer para não me distrair?” e “como agir quando surgirem visões de natureza diversa?”.

Devo suportar a dor?

Os primeiros incômodos que sentimos ao meditar vêm de sensações físicas, tal como a perna incomodando, o nariz coçando e assim por diante.

Todos esses incômodos podem ser evitados com adequados preparativos antes de meditar.

Depois, não devemos mais ligar para eventuais sensações de desconforto, pois elas tendem a ser passageiras.

O que acontece é que quando o corpo relaxa, inicia-se uma dilatação dos vasos periféricos e algumas regiões do rosto “formigam” ou coçam.

Caso se prossiga na técnica, a vasodilatação se expande e o incômodo passa.

Dor propriamente dita é diferente de um simples incômodo ou coceira.

A dor não ajuda a meditar, Inclusive, é um excelente indutor da lógica.

Dessa forma, não se deve tentar suportar a dor durante uma prática meditativa.

Meditação e ansiedade

A meditação e ansiedade sempre estiveram inversamente relacionadas.

No primeiro estudo que focou na relação entre a meditação e ansiedade, em 1976, voluntários praticaram meditação durante meses e notou-se menor tendência a quadros neuróticos.

Logo depois, em 1979, uma revisão do estudo apontou também a “redução do alerta” proporcionada pela meditação.

O estado de alerta resulta na ativação do nosso sistema nervoso simpático, que é responsável pelo preparo do corpo em situações de emergência.

Estamos sempre preocupados com alguma coisa e “tudo” provoca o nosso alerta; passamos a viver um “estado de alerta – ou semialerta – contínuo”.

Assim, é como se estivéssemos sempre prontos para o combate, mesmo que não exista nenhum perigo iminente.

Ao permanecer, esse estado de alerta faz com que nosso corpo se desgaste perante reações desnecessárias.

A meditação resulta na “resposta de relaxamento”: o estado psicofísico resultante de algumas intervenções, especialmente a meditação.

A resposta de relaxamento diminui frequência cardíaca, a frequência respiratória, reduz o tônus muscular, diminui o gasto de energia, entre outros.

Ao longo dos anos, vários autores pesquisaram a pontuação de ansiedade entre meditadores, sempre notando que o escore era reduzido entre os praticantes.

Quem medita, logo percebe o quanto este método reduz o estresse, foca a atenção no agora, relaxa o corpo, aumenta a concentração e, especialmente, nos faz aceitar melhor algumas coisas que, antes, facilmente nos irritariam.

Professor Doutor Roberto Cardoso

Fontes

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.