O desamparo aprendido

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Na década de 70, após realizar uma pesquisa, o psicólogo Martin Seligman descreveu um conceito comprovado por mais de 300 estudos. O conceito do desamparo aprendido.

O sentimento de desamparo

O desamparo é o sentimento de impotência diante das situações vivenciadas.

A pessoa desamparada começa a se comportar de forma passiva e não tenta enfrentar a situação, mesmo quando há oportunidade de superá-la.

Isso acontece devido ao enfrentamento de muitas situações difíceis ou desagradáveis. Os acontecimentos anteriores levam a pessoa a crer, erroneamente, que não tem controle da situação e que não há como fazer mudanças. Como resultado, a pessoa pode se tornar depressiva, uma vez que deixa de tentar porque se torna desamparada!

Estilos explicativos: saiba como combater o desamparo aprendido

Uma das causas do desamparo são as respostas que nos damos quando vivenciamos situações ruins ou boas: os estilos explicativos.

Quando sou desamparado(a), o estilo explicativo permanente, abrangente e personalizado é aquele que uso ao me dar uma explicação sobre uma adversidade ocorrida.

Exemplo

Digamos que eu tenha quebrado uma taça de cristal que gostava muito. É um acontecimento ruim, certamente!

Então, diante do meu desamparo, me darei a seguinte resposta à situação: “sou um ser estúpido!”.

O estilo explicativo é permanente porque eu disse que “sou”; ele é abrangente porque, se sou um ser estúpido, sou um ser estúpido em todos os aspectos da minha vida; e, finalmente, é personalizado porque tenho certeza que a culpa é minha, independente do contexto – não tento pensar nos motivos que podem ter me levado a quebrar a taça.

Como transformar os estilos explicativos

Para corrigir o meu estilo explicativo e olhar para a vida de forma mais otimista, substituo os estilos explicativos por outros – o passageiro, o específico e o externo!

Veja como funciona bem:

  • Passageiro e não permanente: hoje meu dia não foi bom, mas amanhã será melhor;
  • Específico e não abrangente: o único acontecimento ruim do meu dia foi a quebra da taça;
  • Externo e não personalizado: a análise do contexto – quando o telefone tocou me assustei e, por isso, derrubei a taça.

Essa é a base da esperança. Dessa forma podemos aprender a ser otimistas!

O otimismo aprendido

Para promover o otimismo e acabar com o desamparo, lembre-se sempre dos estilos explicativos.

Para trabalhá-lo em sala de aula, instituições, empresas ou comunidade, é possível analisar, diante de situações boas ou ruins, as autodeclarações de celebridades, personagens históricos, atletas… enfim, você escolhe.

Diante dos acontecimentos, identifica-se no discurso se o estilo é de desamparo e se faz a correção da resposta! Troca-se a explicação permanente por passageira, a abrangente por específica e a personalizada por externa.

Já no consultório, observa-se se o estilo do paciente é de desamparo e se faz o reajuste dos pensamentos.

Desse modo, desencorajamos o desamparo. Mostramos que, acima de tudo, independente da predisposição genética, podemos modificar nossos estilos explicativos para aprendermos o otimismo!

E você? Já aprendeu a ser otimista?

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