Para quê serve a terapia?

Tempo de leitura: 3 minutos

Ouço muito a pergunta “Para quê serve a terapia?”, e, portanto, é sobre isso que quero falar hoje.
Antes de chegarmos à resposta, preciso fornecer uma contextualização ao relembrar o que são esquemas mentais. Já falamos sobre isso aqui, lembra?

Os esquemas mentais

Esquemas mentais são “padrões” de comportamentos, emoções e pensamentos – os esquemas são desenvolvidos na infância e atingem seu ápice na vida adulta, influenciando toda e qualquer ação do indivíduo que o tem. São conceitos criados através do que foi visto, ouvido e vivenciado – pensamentos distorcidos que não funcionam, mas que o paciente insiste em ter.
E é com eles que a terapia cognitiva irá dialogar. O terapeuta fará o máximo para enfraquecer os esquemas mentais de seu paciente.
O psicólogo reforça o lado sadio do indivíduo, de forma que o esquema deixe de controlá-lo, pois será, aos poucos, desconstruído. Através de técnicas comprovadas, o terapeuta prova ao paciente que seus pensamentos são errados; assim, ele passa a perceber que suas “verdades absolutas” eram apenas invenções de seus esquemas.

A terapia

Quando o indivíduo busca a terapia, muitas vezes nem sabe o que está acontecendo com ele. Não sabe de seus esquemas e que é controlado por eles. Portanto, o terapeuta deve psicoeducá-lo a respeito do motivo de seu sofrimento emocional e da terapia.
Além das técnicas, é possível contestar e corrigir os pensamentos distorcidos, promover a assertividade e realizar vários exercícios de resolução de problemas e de interiorização. A terapia só irá funcionar se for um trabalho de quatro mãos: duas do terapeuta e duas do paciente – um auxilia o outro.

As técnicas

Abaixo estão descritas as técnicas que são utilizadas no processo terapêutico.

  • Técnicas emotivas
    Dentro das sessões, são criados, na mente do paciente, cenários nos quais uma emoção será ativada. O psicólogo irá dialogar com o cenário, fazendo com que o paciente entre em contato direto com sua emoção.
  • Técnicas interpessoais
    São pontuados os relacionamentos do paciente – até mesmo com o próprio terapeuta. Aqui, o psicólogo atende à carência do paciente: fornece acolhimento e empatia.
  • Técnicas cognitivas
    Utiliza-se de cartões e bilhetes, além de se fazer a contestação dos pensamentos distorcidos. Quando o indivíduo está sob influência dos esquemas, faz de tudo para que o terapeuta acredite que suas convicções estão certas, portanto, o terapeuta busca e aponta evidências de que o esquema mental está no controle.
  • Técnicas comportamentais
    Nessas sessões, o psicólogo auxilia o paciente a ter comportamentos mais saudáveis e contrários aos habituais, para que seja fornecida uma resposta diferente aos esquemas. Também são feitos exercícios de interiorização e respiração para que a resposta fisiológica do paciente seja alterada, assim modificando também as respostas emocionais.

Todo o processo de terapia enfraquece os esquemas mentais, promovendo uma vida mais emocionalmente saudável.
A cura do esquema mental é quando sua intensidade diminui a um nível tolerável, que não chega a atrapalhar a vida do paciente.

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