Saúde mental na escola

Tempo de leitura: 3 minutos

Hoje, falaremos de um tema fundamental para 2020: o trabalho de saúde mental na escola.

Em 2020, todas as escolas terão que implementar educação emocional na grade curricular, e essa aplicação também poderá ser feita pelo educador.⠀

Os benefícios de se trabalhar com saúde mental na escola

As habilidades para o bem-estar e as competências socioemocionais agem como fatores de proteção em saúde mental:

  • protegem da depressão;
  • protegem da ansiedade;
  • protegem de problemas psicossomáticos;
  • protegem de abuso de substâncias;
  • protegem de bullying;
  • protege de outros transtornos que causam sofrimento emocional.

Elas também promovem a resiliência, que é a capacidade da nossa alma de se recuperar após as adversidades.

Promovem, ainda, regulação e educação emocional, desenvolvimento positivo, diminuição dos conflitos interpessoais e melhoram o desempenho acadêmico.

Dessa forma, faz-se necessário trabalhar as competências e as habilidades na escola, na comunidade, dentro do consultório, em instituições, empresas e etc.

O que dizem os estudiosos?

A literatura em saúde mental tem identificado o sistema escolar como um espaço estratégico e privilegiado na implementação de políticas de saúde pública para jovens.

Essa literatura, inclusive, passa a destacá-lo como principal núcleo de promoção e prevenção de saúde mental para crianças e adolescentes, atuando no desenvolvimento de fatores de proteção e na redução de riscos ligados à saúde mental.

Escolas, além disso, são mais acessíveis à população que os serviços de saúde mental.

Ademais, propiciam a realização de intervenções com menos estigma para alunos e familiares.

Ainda, como parte atuante nesse processo, o professor encontra-se em posição nobre por diversos motivos, entre eles:

  • ter experiência com diversas crianças de uma mesma faixa etária (permitindo uma observação mais crítica do comportamento de seus alunos);
  • poder observar os alunos em diversos contextos (tarefas, socializando, etc) e por longos períodos de tempo;
  • poder utilizar-se da flexibilidade do currículo para abordar assuntos relacionados à promoção de saúde mental;
  • poder utilizar-se de seu papel de modelo como um “trunfo”, ensinando criatividade e bom senso no dia a dia.

Assim, um professor bem informado e sensível pode tanto promover saúde mental quanto atuar na prevenção de transtornos.

Ele pode, por exemplo, identificar sinais que demandam encaminhamento para avaliação de equipe de saúde mental, contribuindo para uma intervenção precoce, que, geralmente, leva a resultados mais positivos.

De acordo com Puura e colaboradores (1998), o professor estaria na posição ideal para observar sinais como irritabilidade, isolamento social e queda no rendimento escolar.

No entanto, precisaria ser capacitado para identificar sinais precoces de problemas específicos, como, por exemplo, os sintomas da depressão, que poderiam ser facilmente interpretados como sinais de mau humor e preguiça.

Fonte: Gustavo Estanislau & Rodrigo Affonseca, 2014. Saúde Mental na Escola: O que os educadores devem saber, p. 16-17.

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