Falemos de resiliência

Tempo de leitura: 2 minutos

Você já ouviu falar do termo “resiliência”?

Hoje, é sobre isso que quero falar.

A psicologia pegou emprestado o termo da física para explicar a capacidade da alma humana de se recuperar após uma adversidade.

Funciona como um elástico: se estica ao extremo e retorna ao estado natural após a fonte de estresse cessar.

Dessa forma, é a habilidade de superar adversidades, de retornar ao bom estado de saúde mental após um acontecimento ruim.

Resumidamente, seria a habilidade de “recuperar-se”.

Psicologia Positiva

A resiliência é um dos temas centrais da psicologia positiva, apesar do interesse no tema ter aumentado recentemente.

Mas por que a Psicologia Positiva a estuda?

Porque a Psicologia Positiva busca compreender os processos e fatores que proporcionam o desenvolvimento psicológico sadio.

Apesar desses estudos serem recentes, pesquisadores já encontraram a resiliência no cérebro: há uma forte ativação no lobo frontal esquerdo de pessoas resilientes, que é associado às emoções positivas.

Assim, ao ser resiliente, você mantém a sua saúde emocional.

Promovendo a resiliência

Para desenvolver a resiliência, é necessário ensinar os indivíduos a construírem sua auto-eficácia.

Portanto, faz-se preciso estimular diversos fatores: os vínculos, a resolução de problemas, fazer e manter amigos, vivência da espiritualidade, autodeterminação, construir crenças positivas em relação ao futuro, competências cognitivas, reconhecer e valorizar o seu próprio comportamento positivo, etc…

A ativação do lobo frontal esquerdo se dá através da vivência de sentimentos positivos, os quais têm como sua principal porta de entrada a amizade.

Seu cérebro pede: cultive amizades.

É fundamental que o profissional da saúde, educação ou serviços sociais seja capacitado nas competências socioemocionais para que possa ensinar a resiliência.

O que se pode fazer?

Na escola, nas instituições, nas empresas e na comunidade em geral:

  • organizar clubes;
  • oficinas;
  • encontros;
  • espaços de recreação;
  • oferecer aulas para a promoção das emoções positivas, que têm como fonte principal as relações interpessoais.

As experiências positivas levam ao sentimento de auto-eficácia e autonomia.

Além disso, dão grande auxílio para a autoestima e ampliam nossa capacidade de lidar com mudanças, adaptações e resolução de problemas.

As emoções e experiências positivas ativam nosso lobo frontal esquerdo, nos tornando resilientes.

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